terça-feira, outubro 17, 2017

Acho que já dá pra morrer hoje... !

Tenho refletido bastante sobre minha "nova vida" e os caminhos que ela tem tomado. Nesses tropeços de pensamento me peguei mirabolando sobre aquele velho medo universal: a morte. E cheguei a conclusão que não tenho medo dela.
Mais interessante do que não ter medo, é que me veio como um raio, se eu morresse hoje, agorinha, PAH: infarto, atropelamento, bala perdida, facada, traumatismo craniano decorrente de uma queda por pisada em falso na calçada (é possível tá?!), enfim, se eu viesse a bater as botas de imediato, eu não iria me lamentar (se é que vai rolar uma situação póstuma que permita lamentação... Mas isso é outra discussão).
Explico: okay, minha fotografia de vida não está exatamente como eu imaginei, afinal cadê mansão, helicóptero, marido rico e viagens de final de semana pra Europa? (Fui irônica - só pra constar) Mas gosto do caminho. Gosto mesmo. Gosto até das quedas que tomei, cicatrizes e arranhões, das dores de cabeça e de coração, das incertezas e ilusões, das alegrias e idiotices...
E a cada foto nova bate um negocinho bom, tipo uma saudade, só que boa, tipo uma tristeza, só que motivacional, vi no dicionário que isso pode ser chamado de "lembrança": Substantivo feminino. 1. Recordação, aquilo que está guardado na memória; 2. Presente, o que se oferece a alguém para felicitar a pessoa; 3. Lembrete, anotação do que não se pode esquecer; 4. A faculdade da memória; 5. O que comprova um fato passado. Ou seja, tenho comigo presentes da vida, encaixadinhos na memória, que comprovam meu ser/estar: que delícia!
A minha construção de lembranças (entenda: de vida) mudou muito no último ano, particularmente defini algumas metas anuais, metas comigo mesma, pontos de crescimento, uma engrenagem de (r)evolução! Vou aprender alguma coisa nova sozinha todo ano (esse ano tá sendo tocar violão, pensa num desastre...), vou aprender alguma coisa nova com alguém todo ano (toma-lhe aulas de boxe), vou fazer pelo menos uma viagem para um lugar novo (Hey Cancún, beijos! Sdds), vou resgatar algum (bom) hábito antigo (olar blog!!), vou visitar pelo menos um(a) amigo(a) distante (Miloca sua linda, tão bom te ver!), irei mais vezes para eventos a céu aberto (Picniks, Fun festival, Rock in Rio...), descobrirei novas músicas/cantores (Ella Mai S2)... A parte mais legal é que todo ano vão ser novas resoluções, da pra trocar no meio do caminho, ir e voltar, repetir!
Eu tenho um plano, que é não ter planos, então se um dia acabar, acabou! Metas são mais simples, são "milestones" de vida, e quando você se distancia e observa o todo, dá até um orgulhinho de ver que mesmo os caminhos mais tortos formam lindas figuras!
Então querida senhora Morte: "Se avexe não! Que amanhã pode acontecer de tudo inclusive nada!"


quarta-feira, outubro 11, 2017

Storming Brain (versão mineira)

Sabe o que é? Bateu aquela saudade de escrever!
Até parei pra pensar sobre isso: Poxa! Como pode? Já escrevo o dia todo!

Nos relatórios do trabalho, nos e-mails, no whatssap... Acho que esse “escrever” é diferente, ele é livre! Todos os outros são demandas, obrigações, respostas, presos, são fadados às expectativas de terceiros.

Falando em expectativas, cá estou eu com minhas milhares, nesse ímpeto de escrever e esperando sair aqueles “textão” bonito da internet que todo mundo compartilha. E até quero compartilhar, não com alguém em específico, só botar pra fora, prosear, sem ter que responder a ninguém, quero brincar, bê-a-bá, palavrear!

Nisso me vem, tão lindo falar inglês, espanhol, francês, mas deixa eu te contar que esse tal de português quando tá escrito é um “trem” que não tem pra ninguém! Tão lindas nossas palavras, conjunções, disjunções, aliterações, amontoa e destoa, tem pausa, volta, prende e solta, ai ai!

Suspirei aqui, pirei, doeu, tô me recuperando sabe? Pulei recentemente de um precipício e não sobrevivi, tá doendo ainda, tô juntando uns pedaços, acho até que tem uns faltantes aí que nunca mais vou achar. Dor maluca essa de desapaixonar, dá câimbra, falta de ar, às vezes da fome, sede, dá vontade de correr e de gritar, e aí cê perde todas as vontades... um trem doido mesmo.

Agora perdi as palavras... Vou ali, não prometo que volto, quem sabe...

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

Oblíquo

Euatropeloaspalavrasederrubo o tex to n     o         c              h              a               o

Ta tudo espalhado ta tudo confuso

Eneblina meus olhos, uma gota cai muda.
Seria esse o fim do poço? Seria esse o fim de tudo?
Não vejo a luz no fim do túnel...

E agora José?
Nem festa, nem povo, só noite e frio....
Que frio!
Sei bem da sua marcha, sei bem do seu vazio, também não sei do meu caminho.
Sei da minha falta: livros, blues, poesia, "baby I love you": que graça!
Graça? Que vontade de rir! Pra não chorar? Talvez...

Ao mesmo tempo é tanto não sei que travo as pernas, finco-me no chão e acabo por dormir.
Irônico não? Eu fico sonhando, imaginando, repensando outro fim, outro enfim, outro mim, sim MIM, porque agora ta tudo assim: mais pra lá do que pra cá, menos meu, menos eu, menos.

Mas o mim é tônico!
Quem sabe se eu pegar um bom impulso





Saí!

sábado, dezembro 11, 2010

Felicidade


Essa luz.
Não essa que filtro por meus olhos,
Mas essa que sinto em meu coração.
Essa luz me traz paz.
Na parede branca e ríspida eu vejo cores, vejo um filme peculiar, um infinito de pensamentos meus que de repente se projetaram...
Dá pra imaginar?
Nem eu sei o que aconteceu comigo, sou diferente hoje, não me sinto como mais ninguém...

E agora essa luz me traz calor, sinto energia, vontade, fogo.
Agora eu tenho fôlego, tenho um objetivo.
Eu quero vencer.

Essa luz.
Não sei de onde ela vem, ainda bem que me iluminou!

sábado, julho 03, 2010

Canto de juriti


Ô, menina, tira essa mágoa do peito que isso só faz machucar!
Ô, menina, alivia tuas costas que esse mundo é pesado demais pra carregar.
Diz, menina, que gosto tem essa lágrima que escorre por tua face?
É amarga, menina, mas a vida não precisa ser também...
Ora, cante, menina, e sufoca esses soluços que tu tens!
Por que tanta tristeza, menina? Que infelicidade infinita é essa?
Sorri, menina, não há melhor remédio que a alegria.
Reaja, menina, não fazer nada é pior do que ter rotina...
Ama, menina, se ama, não sei de outra cura pra dor de coração!
Levanta, menina! Esse teu sono é desculpa,
não é de sonho que a realidade se faz.
Fazer da realidade sonho, menina, isso é vencer!