sexta-feira, setembro 14, 2007

14 de setembro

Caramba o ano ta acabando!!!! xD
eheheheheheheh

Eita felicidade!!!
Faltam apenas 1 ano, 1 mes e 16 dias pra 18 aninhos!! xB

Contagem regressiva pra começar a viver!! o/

sábado, agosto 18, 2007

! (Textinho do fundo do baú)

Falta-me ar!
Afogada em pensamentos sem salvação!


Falta-me amar!
Confiança nos olhos refletidos no espelho!


Falta-me chorar!
Destituir a dor de meu peito!


Falta-me sorrir!
Fugitiva da depressão circundante!


Falta-me falar!
Gritar o que queria dizer e não disse!


Falta-me a falta!
A saudade que agora me mata por não mais existir!


Falta-me cair!
Machucar e enfim desistir!


Falta-me fugir!
De mim mesma e de ti!


Falta-me persistir!
Dominar-me e emergir!


Falta-me brilhar!
Recuperar as estrelas que perdi!


Falta-me morrer!
Renascer de um futuro que não pôde existir!


Falta-me presença!
Restaurar alma a um corpo possuído!


Falta-me crer!
No fim de versos que não escrevi...

terça-feira, agosto 14, 2007

Jota Quest - Celebração Do Inútil Desejo

Por que você me faz
Andar sem rumo agora
Se não existe sentido
Pra nossa falta de destino?


Por que você me faz
Andar na contramão
E ver em mim pedaços
Que eu nunca conheci?


O que eu preciso saber
Pra te ter comigo de novo?


Eu, por exemplo, tatuaria em mim
Todas as telas do mundo
Por um sorriso teu... sincero
Por um sorriso teu... sincero


Por que você me faz
Correr tanto
Se uma flor arrancada
Não sobrevive mais que alguns minutos?


Por que você me faz
Andar pra trás se o mundo
Pára e perde a graça
Quando te vejo assim partindo


Nem a sede do teu corpo
Bebendo água em outro
Nem os teus desejos coloridos
Me fazem desistir


E me calam a boca

Por um sorriso teu... sincero
Por um sorriso teu... sincero
Por um sorriso teu... sincero


Celebração do inútil desejo!
Celebração do inútil desejo!

domingo, junho 17, 2007

É o fim...

Não me leve a mal,
Mas teu sorrir me mata.
*
Não me queira bem,
Pois teu querer não quero.
*
Não me olhe também!
Se for apenas para fugir...
*
Não me beije mais...
É ruim sentir o que nunca tive.
*
Não me espere no fim,
A esperança sempre morre no começo.

quinta-feira, maio 24, 2007

Brilho de Lixo

Quão decadente pode ser?
O ser que não se vê no espelho
Quão vivo pode ser?
O ser sem amar a si mesmo

E o que pode fazer?
Correr, chorar, morrer...
Sem ter a vida da qual
Teu gostar tanto quer ter?

E porque não há ilusão?
Se ela mostra a realidade tão querida...
Sendo que esta vivida
Não passa de falsa defesa

Então...
Para que procurar?
Não há de achar brilho em qualquer lixo
Não há de achar qualquer lixo no brilho

Nessa mescla sem sentido
O opaco lustra-se por ninguém
E o ninguém só existe
Para fazer tudo mais inexistir

quarta-feira, maio 09, 2007

Impossível :´(

Do nada que sou, fiz meu tudo de ti
Fiz do teu riso minha felicidade,
de minhas lágrimas tua satisfaçao,
No meu emudecer, dou-te a razão.
.
Separando-me do teu pedestal,
sou pecador, descrente de minha fé
Confrontar-te-ia face-a-face, mas
há temor de tua inexistência.
.
Pecado maior comete meu deus,
que tanto oro com paixão,
que tanto me ignora por ser superior,
que tanto se afasta, roubando minha paz.
.
Em penitência, ponho-me de juelhos,
queria não o fazer,
Mas teu poder foge de minha capacidade,
e se é para eu perder-me,
melhor que eu perca a ti...

quinta-feira, maio 03, 2007

adeus... II

se pudesse arrancar o que me apodrece, e deixar que mate-me por fora, mais facil seria suportar o odor de sentimentos feridos que exalam por dentro....

se pudesse parar, pararia logo, pois mais facil seria continuar parada do que ser arrastada por ruas que desconheço...

se pudesse sorrir, me arreganharia em dentes, ofuscando as lagrimas que padecem sobre meu rosto gelido...

se pudesse falar, nao diria estas amarguras que agora cito, mas tudo que desejo de bom aquele que me tem de mal agrado...

se pudesse dizer adeus, ja o teria feito, vontade nao me falta, mas amor é o que me prende...

quarta-feira, abril 25, 2007

A falta que a falta faz

Uma metade, sem metade, não é um inteiro
E não sendo inteiro,
a metade é metade de nada inteiro que se reparte
Eu não sinto nada, a não ser a metade que me falta no peito

Nesse meu sorriso de lábios e dentes,
Sinto falta da tua falta, falta do carinho, do aconchego
Falta do cheiro, da mão que me toque o rosto enfermo
Falta das palavras que não ouço, e que também não trovejo
Falta da dor que me preenche o peito,
Falta dos olhos que olho no espelho,
Falta daquele beijo que agora decorre seco, sem alma ou desejo.

Isto que me falta: mata, me enforca,
Perco cabeça e corpo inteiro,
Perco o meio coração que arde por dentro.

Como dói,
Ser nada, ser meio,
A saudade do colo que procuro em meu leito,
As lagrimas que me arranham o rosto em desespero,
Essas palavras que são a verdade do (não) meu meio...

segunda-feira, abril 23, 2007

Shakespeare

"Conservar algo que possa recordar-te, seria admitir que posso esquecer-te"




domingo, abril 22, 2007

Maria Rita - Não Vale A Pena

Ficou difícil, tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício, ossos do oficio
Pagar pra ver o invisível e depois enxergar
Que é uma pena, mas você não vale a pena, não vale uma
fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema, de tão pequeno
Mas vai e vem, e envenena, e me condena ao rancor
De repente cai o nível e eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo como num disco riscado


O velho texto batido dos amantes mal amados, dos
amores mal vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo a mesma velha ferida


E é pra não ter recaída que não me deixo esquecer
Que é uma pena, mas você não vale a pena, não vale uma
fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema, de tão pequeno
Mas vai e vem, e envenena, e me condena ao rancor
De repente cai o nível e eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo como num disco riscado


O velho texto batido dos amantes mal amados, dos
amores mal vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo a mesma velha ferida


E é pra não ter recaída que não me deixo esquecer
Que é uma pena, mas você não vale a pena





Para ser apreciada! ;)

sexta-feira, abril 20, 2007

Rixas

E me deixas feridas em carne viva
Ardentes, misturadas a meu amargo suor
Meu contentamento com seu encantamento
Devaneia-se
E chorar iria eu
Se tu já não tivesses arrancado todas as lágrimas
De minhas órbitas enganadas.

Ai de mim!
Que julgo pouco o quanto sofro por tais escombros
Persegues-me ao abandonar-me
Abondona-me ao aproximar-se
E aproxima-se quando já não há mais o que fazer por onde.

E digo: noite é dia
E pelos dias meus olhos cerram-se
Só há claridade imperando pela falta de tua sombra

Queria eu esconder-me embaixo da pele
Daquele que arracou-me até o que não tinha
Amor-próprio grito eu!
Mas logo teu silêncio instiga-me
A amar mais que posso


Toma-me e deixa-me de lado
De minha boca já não saem palavras, mas o coração em si
E tu cifras-se em devaneios,
Rodeios e floreios nos quais me perco

Quem dera eu usufruir do passado
Mas voltas e de novo me prendes
Asas por favor, alcancem os céus!
Dor...
Torne-se doce diante dessa amarga alegria...

Ah! Quem sou?
Falando de amor com versos chulos e sem rimas
Na falta da tua musica
De palavras me basto

Acalento-me e desprendo-me
Esse ser agora peregrinando ruas ferinas
Desfaz-se ao sabor do vento.
E naquele último instante de suspiro...
Suicídio.

domingo, março 11, 2007

Perdemos tempo?

Andei pensando na perda de tempo do mundo, mais exclusivamente das pessoas, e pra ser bem direta, do círculo social do qual faço parte.
Achei engraçado parar para pensar nisso, porque para mim, “parar para pensar” não é perda de tempo, aliás, são poucas as coisas que considero como tal, mas ai eu tentei me colocar no lugar de outras pessoas, tentei visualizar as prioridades delas, e tentei perceber o que seria “perda de tempo”. Minha mãe, por exemplo, se estivesse lendo esse texto estaria provavelmente falando: “Meu deus que inútil! Ao invés de estar arrumando o quarto essa menina fica fazendo nada na frente do computador!” (Sei disso pois foi uma das coisas que ela acabou de falar ao me ver aqui sentada fazendo “nada”). E é estranho porque ao meu ver, eu não estou perdendo tempo! Escrever é uma das coisas que me fazem mais organizada, menos complicada vamos assim dizer...
Acho perda de tempo: ter que arrumar a cama todos os dias, sendo que vou ter que desfazê-la para dormir e arrumar novamente no dia seguinte...
Fazendo um circulo mais amplo, meus "amigos" já consideram perda de tempo sair de casa sem a finalidade de se divertir, "pegar", gastar, zuar, ou sei la. Quando eu acho muito mais produtivo, passar horas só conversando debaixo do bloco sobre a cultura mundial do que ir a um show que mal tem espaço para se mexer (tudo bem que exagerei, mas a idéia é basicamente essa).
O.K. que eu falo de mais, mas não me importo que me mandem calar a boca e eu ter que ficar só escutando, mesmo que não goste do que vou ouvir...
Realmente, perda de tempo, é algo muito relativo, mas acho que a idéia central é recíproca em todos os casos: algo só se torna perda de tempo quando não fazemos aquilo que queríamos fazer.
Essa idéia é bem deprimente se for bem analisada, pois se, por exemplo, você vai ao cinema assiste a um filme do qual não gostou, provavelmente vai sair da sala de cinema dizendo que "preferia ter ficado em casa", ou seja, perdeu seu tempo indo ver algo que não lhe agradou.
É difícil admitir, mas, o que não nos agrada, ou não ocorre exatamente da maneira que gostaríamos, definitivamente não é perda de tempo! E sinceramente acho que é isso o interessante da vida. Afinal somos nós que classificamos como perda de tempo aquilo que fazemos, e é muito bom não saber qual vai ser a próxima vez que não perderemos tempo, a próxima vez que faremos aquilo que gostaríamos de fazer exatamente do jeito que queríamos que acontecesse!

Traduzindo tudo isso: O melhor da vida é não saber quando os momentos inesquecíveis acontecerão.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

"Desapaixonar..."



Saltar de um precipício atingir velocidade máxima e planar sobre a terra!
Sentir o vento no rosto como se o mundo estivesse simplesmente acabando e nada mais importasse a não ser a adrenalina daquele último beijo.
Ser o resultado de uma reação química inconseqüente, ter a certeza de que não sobreviverá a experiência e mesmo assim rir com gosto da fatalidade.
E nessa euforia de jogar tudo para o alto, é gostoso parar para sentir o coração, que bate com tanta força tomando conta de todo o corpo, como um arrepio incontrolável e delirante.
Nessa solidão a dois é doloroso cair sem apoio: o precipício já é ilusão, do vento restou poeira, do beijo a lembrança, da química o desastre, e do coração...
Nada.

terça-feira, janeiro 30, 2007


Felicidade é um anjo caindo das nuvens e, com prontidão, abre suas asas exaltante, e retorna àquela nuvem solitária, sorrindo, satisfeito da sua proeza. É caminhar por entre os teus dedos desertos, sentindo-se em boa companhia após as lágrimas do teu coração brilharem... E perceber que inútil é não contar-te os teus segredos. É perder-se na eternidade de um sonho e acordar com um abraço apertado; delirar sob a força do amor e render-se ao seu poder até acabar com um fio de esperança, que renasce dentro de ti, e tu compartilhas. É... Saber explicar o mundo dos teus olhos, como em um novo amanhecer... Cintilante no teu caloroso silêncio, e metódico ao som dos versos teus.
Mas, de repente você diz a si mesmo: ''viu só o que construiu dentro de si?! um universo de limitações; são coisas impossiveis que nem no pensamento atingirás; são coisas distantes do outro lado do mundo, elas estão com você, difíceis, sim. você se reconstruiu e se sobrepôs, quando na verdade devia ter construido sua vida dentro de ti.''
Felicidade é cada um.
É, por um momento, ver o que ninguém consegue enxergar...
Então você deveria tirar seus olhos por hoje... Deixá-los descansar um pouco, porque as vezes se cansam de ver, de chorar. E pensar que, talvez, a sua única preocupação seja não encontrar alguém tão bom quanto você.

Sorrir. E respirar essa coisa que é vida!
Nathalia

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Quebra-Cabeça! (decifre se puder)

E qual é a verdadeira importância? De tudo isso ao nosso redor? Qual a verdadeira importância? Das pessoas que estão do nosso lado? Mas será que elas estão do nosso lado? Ou simplesmente estão na nossa frente, ou pior estarão elas em sentido oposto? O choque parece praticamente inevitável...
E a dor que sentimos? Qual será sua verdadeira importância? São angustias e remorsos, são todas aquelas palavras que esquecemos de dizer e que agora retornam fatalmente...
E será que realmente somos nós quem escolhemos o mundo que nos circunda? É impressionante as surpresas que temos, é tudo tão inédito, tão desavisado, é tão incrível como nos cobram o que ninguém sabe...
Mas somos seres humanos, seres em busca de perfeição, por isso é inadmissível a ignorância. Colocar-se em um pedestal sempre é fundamental.
Mas enfim... Quem devem ser os escolhidos para ficar do nosso lado? Deveríamos saber? Deveríamos escolher? A dúvida sempre leva a resposta correta... Mas nós não somos corretos... Talvez sejamos os seres mais errados existentes, pensamos tanto, para tão pouco, e esquecemos o que realmente é importante: O relacionamento entre nós mesmos. Lógico não é? Senão não haveria tantos de nós.
Nós... É engraçado não? Pensar assim... Temos tantas características individualistas, presamos tanto pela personalidade, mas sempre usamos “nós” quando queremos na realidade usar “eu”... E será que “eu” tenho alguma importância? Pelo menos para “nós” não... Mesmo tendo “nós” como elemento fundamental de “eu”...
Quem deveria ser os “eu” ao lado de “nós”? É uma pergunta realmente desconfortável... Afinal “eu” é tão importante para “nós”. TODOS os “eu” são tão importantes para “nós”... Será que é tão difícil escolher “eu”? De novo... O ego humano atrapalha a pergunta... Correção: Quem deveriam ser “nós” para fazer parte de “eu”?
Enfim a verdadeira pergunta... Sem resposta suponho... Mas se “nós” repararmos bem, é simples ver os escolhidos: os “eu” que mesmo antes de “nós” se perguntar quais “eu” deveriam escolher, já haviam escolhido “nós”...
Mesmo assim, “nós” continua a ignorar “eu”, mesmo sabendo que “eu” faz parte de “nós”, que “eu” foi importante, que é importante...
Seria muito complicado parar de pensar como “nós” e passar a pensar como o “eu”?
E qual a verdadeira importância disso? Confuso... Muito confuso... Entender talvez seja mais complicado que a confusão, afinal, confusão se identifica...

terça-feira, janeiro 23, 2007

Carta de resgate

Queria descrever esse sentimento, isso que tem me atormentado nos últimos dias. Se pudesse me livraria, já o teria feito a muito tempo, mas a distancia me castiga, e me força a esperar com olhos embaçados o tempo. O ontem é comemorado, menos um dia vazio; o hoje são essas horas que espero com agonia pelo dia seguinte que tem gosto em tardar; o amanha é tão triste... Quantos amanhas mais terei de esperar até o amanha final? Mais uma vez castigada: sei contar o tempo. Marcando numa folha qualquer as noites mal vividas, mesmo estando desejosa da próxima. E é tanta expectativa, que aos prantos vejo passar apenas 5 minutos desde a última vez que verifiquei as horas. Parando para pensar no tempo, agora vazio e incontável, percebo esse espaço no peito, pulsando pelo que não pode ter, gritando e sangrando de amargura, com tantos ferros e marcas que o prendem, logo será imperceptível até mesmo suas batidas, tenras de tanto desgosto... Desgosto do tempo, da distancia, das idéias que envenenam a mente, dos olhos marejados de lagrimas, da falta de cor, de som, da falta do cheiro, desgosto da tal saudade. É isto! A saudade que antes era sombra, agora é corpo inteiro. É fome de carne (mesmo provando de todas, ser ainda assim insaciável), sede de saliva (que não morre, mas me mata), é não sentir nenhum outro cheiro (ignorante dos demais odores), o toque insensível (apesar de tocar apenas a mim mesma), só a cegueira não me incomoda (por ser, talvez, meu último critério de citação). Felizes são as lembranças, imagens intocáveis, tão queridas, mas que logo a saudade vem manchar... Então recorro ao sonho para aproximar, é tão breve, segue-se o despertar. Despertar para o que? Não há nada na realidade que agora me satisfaça. Já não durmo mais, pois até os sonhos a saudade me tirou (tornaram-se sufocantes). Não sei o que oferecer por minha liberdade, nada tenho! Nem a mim mesma pertenço mais... Só tenho a tal da saudade que não sei descrever...

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Apenas minha opinião

Já parou para pensar como a vida é curta? E como a sociedade inventa mais de mil e uma maneiras para te desviar de seus verdadeiros objetivos?
Mas, encaremos, quais são seus verdadeiros objetivos? Será uma vida profissional realizadora? Muito ambicioso, e caro, mas terá você uma vida com sucesso, muito conhecimento, com uma devoção total ao emprego, com a cabeça envolta de planos de progresso e rendimento... Mas te pergunto, aonde nesse plano todo encaixa-se a felicidade? Não vá me dizer que “flutuar em rios de dinheiro”, ser o chefe de pessoas que apenas dirigem-se a você com interesse e principalmente: inveja, seja o paraíso que você sempre sonhou...
Seria você capaz de enfrentar a vida sozinho (a dedicação ao trabalho “não permite” uma família), com planos ambiciosos, onde apenas o mais forte sobrevive?! Acredito que não, pois sem base uma casa não se mantém de pé, e sem amigos um ser humano não tem base!
Bom, se profissionalmente não é seu interesse, por preguiça digamos, quer você levar uma vida simples? Pois bem! Boa escolha, mas vejamos alguns fatos: o ser humano distingue-se por inúmeras razoes dos animais, uma delas é a busca pelo conforto, agora vejamos uma semelhança, o instinto de sobrevivência (o mais forte sobrevive lembra-se?), por culpa desta “lei” somos capazes de passar por cima de tudo e de todos! Todos têm limites...
Mas ai você me retruca: quero apenas uma vida simples! Sem luxo sem materiais supérfluos... Claro, claro... Hoje em dia seria praticamente impossível viver na simplicidade, mas imagine: você, provavelmente viveria numa casinha nos subúrbios, exagero, talvez um quarto de pensão (sem luxo, certo? Casa própria atualmente, é um luxo), vida simples, suponhamos uma família, um filho, não dois, um garoto e uma garota, para diversificar, uma esposa (ou esposo) fiel, carinhosa e compreensível. Vivem juntos e felizes, mas suas crianças crescem, o espaço não é mais suficiente, sua mulher não tolera mais sua tranqüilidade e falta de ambição, a situação aperta, a inveja gerada pelos vizinhos é grande... “Todos vivem bem, menos nós.”
O que antes foi harmonia agora é completa desordem... Então o que fará você nessa situação? Sem palavras não? Sentir-se arrasado, humilhado e ainda sem conforto, leva qualquer pessoa à insanidade, o estresse vai consumindo aos poucos, mata (já foi comprovado cientificamente), e como morrer não é nada interessante, seu desejo então é ter uma vida amorosa perfeita! (Afinal nada mais importa.) Você a ama, ela lhe ama, vocês se amam... Ah! Uma lua de mel eterna! Mas como sonhar alto é bom! Recomendo manter os pés no chão amigo, pois a “coisa” não funciona bem assim.
No contrato de casamento, eu tenho certeza, que esqueceram de mencionar que o casamento não é apenas com a pessoa amada, mas também com sua (nada amável) família, você deve concordar que seria muita sorte ter uma sogra, sogro, um cunhado perfeitos e agradáveis.
Mas tenho certeza de que você é essa pessoa sortuda! Todos são tão amáveis e gentis, que os primeiros anos do casamento igualam-se ao céu! Sendo você pessoa bem educada, trata-os com igual respeito e gentileza, mas posso, por um acaso, recordar-lhe um ditado? “Em boca aberta, COM CERTEZA, entra mosca”, (tenho certeza que já o ouviu, talvez com outras palavras, representando outro sentido...), e se você reparar bem, sua boca não esta apenas aberta, mas é um verdadeiro aeroporto internacional!
Não quer brigas com a esposa, e nem deixar de ser o tão adorável genro... Por isso permite que um ou outro parente instale-se em sua residência, ficam uma semana, dois meses, três anos... Mas você é um “cara legal”, e deixa o cunhado “recém passado na faculdade” compartilhar de seus bens.
Tarde da noite, você chega do trabalho, tudo que você quer é uma comidinha quentinha, ver um filme... E lá está ele, com seu controle, no seu sofá, assistindo a sua TV, e as coisas passam dos limites quando até de suas cuecas o “cunhadinho” faz uso. Lembra-se do instinto de sobrevivência? Pois bem, alguém invadiu seu território “rei leão”, o que fará? Porá de lado todo o seu orgulho e suportará aquilo para todo o sempre? Ou reinvidicará seu lugar passando por cima da vontade de sua mulher?
E aí vem o erro, “Ela me ama”, claro que ama: “Mas aquele era meu irmão, meu sangue, se fosse seu irmão, poderia morar aqui por uns 10 anos!”. E o divórcio não se tornou tão difícil após inúmeras discussões como esta... Sozinho, amigo, eis teu fim...
Então já convencido, diz-me você que terá em sua vida esses três elementos: profissão, tranqüilidade e amor! Pois acho eu que você não existe!
Para o ser humano é muito difícil uma vida de obstáculos, sem conflitos, possuímos algo que os outros animais não possuem: a consciência. Temos consciência de nossas ações, de nossos sentimentos, do mundo ao nosso redor e dos demais animais, nós somos capazes de interagir com isso mutuamente.
Temos objetivos, mas nisso nos diferenciamos mais ainda, ao contrario de nós os animais nascem sabendo seus objetivos: alimentar-se, procriar, sobreviver, e enfim morrer...
Por incrível que pareça esses já foram nossos objetivos: alimentar-se (profissão), procriar (amor) e esperar pela morte (tranqüilidade), isso quando éramos ainda primatas parecidíssimos com os macacos...
E de novo você me questiona: o que isso tem a ver com meus verdadeiros objetivos, quero ser amorosamente e profissionalmente feliz, além de viver na tranqüilidade...
Volto a repetir: você não existe! Já passou a “época” desses objetivos, hoje em dia, o instinto de sobrevivência (que “chama” por esses três elementos) é apenas um auxiliar inconsciente, hoje (nessa nossa etapa de evolução) buscamos sonhos, abusamos de nossa capacidade de consciência, necessitamos do caos em nossa vida, é preciso vencer obstáculos...
Não temos mais objetivos. Passamos a vida à procura de realização nenhuma, não temos mais aquele carma de viver em grupo. Fazemos aquilo que nos mandam fazer, aquilo que dizem ser certo...
E pensar que nós apenas domesticávamos apenas animais de outras espécies... Nós criamos o auge de nossa evolução, que com certeza nos levara a ruína e ao esquecimento de que somos todos iguais, nós criamos "a sociedade".
Portanto, peço-lhe desculpas , pois formulei mal minha primeira pergunta (aquela que desencadeou toda essa reflexão, lembra-se?), e com isso, talvez, eu o tenha feito desanimar, mas reformulá-la-ei e responda-me sozinho: quais são suas verdadeiras opiniões?

terça-feira, dezembro 19, 2006

Trago vida


Trago sonhos, visões, ilusão, e no coração uma alma pura e límpida, que transborda essa coragem que a gente tem que ter pra viver, e essa utopia, pra sonhar e ter problemas aos quais se entregar, e num sorriso de desdém mostrar que o que vale não é a vida realmente, e sim o que há de real nela.
E você é real.
Tão real que hoje posso até sentir a tua falta, ver o teu desejo possuindo teu ser, tão nobre, perspicaz, como a lua que detrás de ti vem esconder se véu... Doa junto todo o brilho que carrega dentro e esses sonhos que destroem e meu coração suavemente, na sutileza de um gesto teu, na humildade daquele sorriso pobre... pobre de espírito.

Nathalia

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Aprenda a gostar de você

Mário Quintana

"Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa você precisa, em primeiro lugar não precisar dela.
A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando... A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar.
Mas uma coisa parece estar sempre presente... A busca pela felicidade no amor da sua vida. Desde pequenos ficamos nos perguntando "Quando será que vai chegar?”.
E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida: "Será que é ele?”.
Como diz meu pai: “Nessa idade tudo é definitivo”, pelo menos agente achava que era.
Cada namoro era "a pessoa da sua vida".
Faziam planos, escolhiam o nome dos filhos, o lugar da lua-de-mel e, de repente...
PLAFT! Como num passe de mágica ela desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito do “próximo".
Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses. Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletivo.
Procura uma pessoa formada, trabalhadora, bem resolvida, inteligente, com aquele papo que o deixa sentado no bar o resto da noite.
Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversario da sua avó, que jogue "imagem e ação"...
E se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando está de short, camiseta e chinelo.
A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação já não tem o mesmo valor que tinha antes.
A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal, que nos complete e vice-versa.
Enquanto tivermos roupa e perfume, vamos à luta... Que haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira.
Sem falar na diversidade que vai do forró ao Beatles.
Mas o melhor dessa parte é se divertir com os amigos, rir até doer a barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir som...
Olhar para o teto, cantar bem alto aquela musica que você adora.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também, que aquele que você ama (ou acha que ama), não quer nada com você, definitivamente não é a pessoa da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você!
O segredo não é correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"

domingo, dezembro 10, 2006

Me pergunto...

O que é evoluir, creçer?
São 16 anos e quem sou agora?
O que eu era antes de poder (tentar) responder por minhas próprias ações, organizar meus pensamentos e realmentes poder definir meus sentimentos? Mas será que sou realmente capaz de fazê-los? Eu sinto como se houvesse um grande papel em branco me prensando:

O que me segura por trás: meu passado, insignificante talvez, um mera experimentação de sentimentos, ações e reações, um "treinamento".
O que me envolve os lados: falhas no meu presente, falhas como filha, amiga, irmã, estudante, namorada, pessoa...
O que me venda os olhos: um futuro tão esperado, onde a liberdade é o meu maior estímulo, liberdade de expressão, de pressão, de ação...

E de novo me pergunto quem sou eu. O que eu fiz, faço, farei? Será que "cresçi"? Seria evolução minhas impressões sobre esse papel? Ultimamente eu pareço ter vivido sob ele... Como se eu não quisesse existir...

Como num mesmo dia é possível atingir dois extremos de sensações? Poder e insignificância, acho que não há apostos tão próximos quanto estes... Minto. O amor é o maior oposto de si mesmo. Eu me sinto assim: o oposto de mim mesma, talvez por tentar me encaixar em conceitos criados por outros que não eu. Gostaria de saber quem inventou que ou se é fisicamente ou metalmente aparente... Sinceramente, são duas denominações para a mesma coisa, que eu nem sei o que é. Eu me sinto uma pessoa fisicamente aparente que mentalmente tenta... E eu tento. Pensando bem, eu nunca realmente tentei nada, nunca arrisquei. Será que isso me faz primitiva, antiquada, ultrapassada, imutável, ivoluível...
E se... SE, tenho pensado até demais, SE, esse pronome deveria ser proibido...
(Metaforicamente me sinto como um bombom: depois que se tira a embalagem só nos resta comê-lo... Mas eu realmente queria ser como um pêssego... É, um pêssego, agradável aos olhos, paladar e ainda revela uma semente que pode ser plantada e gerar frutos.)
Porque eu... EU, nossa quanto egoísmo, agora tenho reparado em mim qualidades que nunca me agradaram, sempre foram um certo incômodo quando eu as constatava nos outros: superficialismo, egoísmo, falsidade, timidez, excentricidade, estupidez, ignorância, rigidez, e poderia citar mais e mais "inqualidades". Só de lembrar o que fiz nesse final de semana... Em apenas dois dias fui capaz de praticar ações consideradas por mim mesma como imorais e fúteis.
E eu que penso tanto, passo horas e horas pensando para fazer tudo ao contrário e com direito a alguns bônus de insensatez e auto-ridicularização...
Mas afinal do que estou falando? Seria todo esse desencadeiamento de pensamentos a minha evolução? Será que eu sou a minha evolução definitiva?
Não poderia ser...
EU não quero ser EU! Sou uma completa pateta, uma idota descartável, um bombom tão sem recheio, talvez com recheio até demais... Afinal até meus "amigos" me vêem como um...
Nossa foi surpreendente "minha" descoberta: não há amizade entre homens e mulheres! Pelo menos no meu caso, quem eu considerava "amigo" não aje como se fosse... Desde quando um amigo te abraça, fica se "esfregando", e quando é para ouvir o que você tem a dizer, te deixa falando como um auto-falante sem "stop"... E aí me sinto tão mentalmente inútil, queria poder poder mudar tal situação... Mas desde que botei em minha cabeça (SIM EU MESMA COLOQUEI EM MINHA CABEÇA) que ser fisicamente "aproveitável" é de maior importância que ser mentalmente convincente, tenho me sentido como aquelas loiras burras (sem ofensas, é apenas um exemplo) de propaganda de cerveja...
Caramba, EU QUERO EXISTIR, sou apenas um conjunto das coisas que os OUTROS querem que eu seja! Até hoje eu nunca fui realmente EU... Pensando bem, será que alguém iria ME aguentar...
Como é que eu consigo dormir a noite? Depois de tanta falsidade...
Espero evoluir e ser alguém... Espero... Estou sempre esperando, será que EU sou realmente de esperar?
Acho que vou experimentar ser eu mesma... Não. Seria muito arriscado, tenho me esforçado tanto para ser alguém agradável de se estar junto... Mas é incrível como não me sinto bem comigo mesma...
E eu que sempre me achei tão moderna, atual... Sou apenas mais uma dequelas mulheres visualmente dependentes e controláveis...
Isso é tão irônico, porque era o que eu jamais quis me tornar... Pra falar a verdade nem sei o que quero...
Quem sabe eu não precise evoluir, parar de tentar ser alguém e me tornar... EU.